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17 outubro, 2007

Coisas ou escritos ocultos...

Coisas ou escritos ocultos... Esta é a definição para “Apócrifo”. Estou voltando ao assunto, pois além de interessante me faz ter vários questionamentos... Algumas questões foram respondidas por um grande estudioso do assunto, meu professor de Religião e Humanismo na faculdade. Para muitos é apenas uma cadeira para “encher lingüiça”, para a faculdade tirar dinheiro da gente, já que é obrigatória para todos os cursos, pois é uma universidade católica. Para mim não, para mim é a oportunidade de discutir com alguém que entende do assunto este tipo de questão. É claro que se o cara fosse um tapado com uma visão parcial ou se ficasse tentando me doutrinar, eu nem dava papo para ele. Mas não é o caso aqui, o cara é muito inteligente, imparcial e sabe o que está falando. Tenho aprendido muito com ele e fico embriagada com suas aulas, pois ele apresenta a religião do ponto de vista de um estudioso, de um pesquisador, não de um padre... Embora o seja! Muitas coisas agora fazem sentido para mim, consegui finalmente confirmar que alguns exageros sobre Deus e religião não são verdadeiros.


Bom, voltando aos apócrifos... Fiz algumas dezenas de perguntas ao professor (ele deve ter ficado tonto com tantas perguntas) que me respondeu prontamente. Com suas respostas pude confirmar que a Igreja Católica realmente escolheu os evangelhos de maneira parcial. Não pude confirmar com ele se é verdadeiro o casamento de Jesus e Maria Madalena, embora ele tenha dito que seja bastante provável e me explicado os motivos de não quererem que Jesus fosse visto como um homem comum que tinha namorada, esposa e tudo mais... Ele precisava parecer o mais puro possível e sexo não era algo considerado muito puro naquela época. Especificamente sobre os apócrifos, embora muitos sejam incontestáveis, muitos também são considerados “balelas” por diversos estudiosos... É que muitos não aceitavam o fato de não haver nada relatado (ou pelo menos conhecidamente relatado até aquele momento) sobre a vida de Cristo da infância até seus trintas... Então algumas pessoas começaram a escrever sobre isto, mas muitas vezes sem fundamentação nenhuma, e por muitas vezes coisas absurdas como, por exemplo, a narração que diz que Jesus com seus “poderes” matou um garoto por vingança.

Mas uma vez, tomei conhecimento dos motivos que fizeram a imagem da mulher ser tão degradada na história. Jesus tinha mulheres também como discípulas... Mulheres inteligentes, de atitude, verdadeiras sábias... Mas como mulher sangra todo mês e dá a luz a filhos (mais sangue), eram consideradas impuras, tanto que rituais de purificação eram feitos quando do nascimento de uma criança. Então elas ficavam entre o que é “sagrado e puro” e o que é “impuro”. Como dizer que Jesus, o filho de Deus, andava no meio do “impuro”? Não dava né? Tinham que destorcer tudo... Ainda bem que existem pessoas que trazem a verdade à tona!

Links relacionados:
Wikpedia
Wikbooks
Os apócrifos do antigo testamento

11 outubro, 2007

De Kepler ao evangelho de Maria Madalena...

Sempre achei que tinha algo de errado com a história, sempre me questionei o motivo de nunca estudar um nome feminino de real destaque nos textos sobre religião, história e filosofia na escola. Acho que Joana d’Arc é o único nome que consigo me lembrar. Só no segundo grau tive um professor que dava aulas de história de verdade, e thank God, ele foi meu professor nos três anos que estudei naquela escola. Ele despertou em mim uma curiosidade, uma sede de aprender e ver além do que é mostrado ainda maior. Seu nome era Kepler, homem de baixa estatura, barbudo, fumante e voz rouca... Como eu o admirava por todo seu conhecimento e sua incrível capacidade de compartilhá-lo com nós... Nós, alunos de uma escola estadual que éramos olhados por muitos professores com tanto desprezo que nem era preciso dizer uma palavra... Sabíamos o que estavam pensando “Nunca vão ser nada nesta vida”. Kepler nunca pensou assim e lamento informar aos demais... Vocês estavam errados. É só olhar para mim e para todos os outros.

Um dia ele me recomendou que lesse o livro “O Mundo de Sofia” que achei meio chato, eu era adolescente, preferia escuta-lo por horas a ler, me dava muito sono qualquer tipo de leitura nesta época. Mas achei muito interessante quando Sofia indaga sobre a participação das mulheres na filosofia... Juntei meus questionamentos e os dela e levei até o mestre... Kepler. Aí ele me explicou aquilo que nenhum outro professo havia explicado... Como a igreja católica havia deturpado o papel da mulher na sociedade, como havíamos chegado a esta calamidade, este desmerecimento, desprezo e profundo desrespeito pela mulher. Foi neste dia que decidi que não me casaria nunca no papel, jamais vou ser propriedade de homem algum... Não sou escrava para receber o nome do meu dono. Fuck it all!

Acabamos por falar de religião e óbvio, sábio como era me falou de Maria Madalena... Fiquei revoltada com a maneira como a Igreja Católica denegriu a imagem desta mulher...

PAUSA: Quero deixar bem clara uma coisa, quando falo em Igreja Católica, assim como meu mestre estou me referindo à Igreja Católica daquela época, não têm nada a ver com a atualidade. A igreja católica atual até já se desculpou por vários episódios cometidos séculos atrás. Que fique claro!


Na real ela não era prostituta como está escrito na bíblia, que teve seus evangelhos cuidadosamente selecionados para passar a mensagem que a Igreja Católica queria e não essencialmente a verdade. Maria Madalena era uma discípula de Jesus, mulher forte e extremamente inteligente. Segundo estudos, ela e Jesus eram casados. Esta afirmação causa muita polêmica, afinal desmente muitas coisas que nos foram ditas ao longo da vida. Quem se importa se Jesus era casado? Para mim não muda em nada seu papel na história da humanidade. Ele continua sendo que é. Jesus é o cara! Guardo com ele com todo amor e carinho no meu coração!

Voltemos à prostituta que não era prostituta droga nenhuma... Ao que tudo indica, tratava-se uma mulher brilhante, cheia de conhecimentos e que por muitas vezes causava até ciúmes nos demais discípulos. No evangelho de Maria Madalena encontramos até passagens sobre a vida após a morte. Contrariando aquilo que a Igreja Católica pega... Um entre tantos motivos para não encontrarmos este evangelho na bíblia.

O que escrevi hoje está fundamento parte no conhecimento que obtive com meu mestre Kepler, que hoje deve estar discutindo e filosofando com figurinhas como Platão em outro plano que este e parte nas minhas incessantes leituras em busca de mais esclarecimentos sobre as verdades que muitas vezes não querem que esteja acessível a todos.

Alguns links relacionados ao assunto:
Saindo do Matrix
Moacir Sader
Opus Dei

10 outubro, 2007

O Evangelho de Tomé

Quem já me conhece sabe que sou uma pessoa espiritualizada. Não freqüento nenhum tipo de religião por muito tempo, embora me interesse por várias, respeito todas e tenho profunda admiração por algumas. Mas me sinto um pouco aprisionada com a idéia de ter que seguir uma religião e seus dogmas. Talvez porque eu seja muito contestadora e não me contente facilmente com respostas prontas, sempre quero mais.

Eu acredito e muito em Deus, não da maneira como a maioria das pessoas, nem vou tentar explicar, mas acredito cegamente que ele está em todos os lugares e também dentro de cada um de nós...

“Eu sou a luz que está acima deles todos. Eu sou o todo: o todo saiu de mim e o todo se reuniu a mim. Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis".

Segundo o Evangelho de Tomé, isto foi dito por Cristo, há quem conteste este evangelho, principalmente a Igreja Católica (isto não é uma crítica, apenas estou relatando os fatos).

O assunto de hoje é este, o evangelho de Tomé! Para que possamos ter uma outra visão das coisas, uma outra perspectiva... Para surgir questionamentos... Questionamento! Adoro esta palavra... Acho que é porque ela faz parte do meu eu mais profundo!

Leiam aqui o evangelho de Tomé e descubram sua história.


Outros links (Com diversas abordagens e diferentes pontos de vista):

Fungole.com: Try my best

Fungole.com: Try my best